Dra. Ana Carolina Barreto Ferreira explica como identificar e tratar alergias a alimentos e medicamentos

As alergias alimentares são comuns (cerca de um quinto da população tem reações adversas a certos alimentos) e sua causa é ainda desconhecida, mas está relacionada ao sistema imunológico de cada pessoa. Entre os sintomas mais comuns estão erupções na pele (vermelhidão ou “bolinhas”), coceira, formigamento nos lábios, inchaço em algumas partes do corpo – principalmente na face – e sintomas gástricos.

Mas você sabia que também pode ser alérgico a medicamentos? Remédios como os anti-inflamatórios e antibióticos (os que pertencem à família da penicilina, como amoxicilina, ampicilina, entre outros, são os mais comuns), podem causar reações gravíssimas que, se não tratadas a tempo, podem até levar à morte. A alergia a medicamentos geralmente é descoberta ao se notar alguns sintomas logo após a sua ingestão: formigamento, inchaço na boca ou olhos, vermelhidão, coceira ou até mesmo dificuldade para respirar.

O grande risco fica por conta do choque anafilático, onde ocorre queda de pressão, dificuldade de respirar (broncoespasmo) e edema na laringe, que bloqueia a passagem de oxigênio pelas vias aéreas e pode provocar sufocamento. Se não tratado rapidamente e da forma correta, pode provocar a morte.

Para saber a quais medicamentos ou alimentos a pessoa pode ser alérgica, é preciso se consultar com o imunologista, que irá realizar exames para identificar as substâncias alérgenas, como o teste de contato, essencial para se proteger de possíveis reações alérgicas graves no futuro.

O tratamento mais comum é feito com medicação anti-histamínica (antialérgico), mas este é apenas um paliativo, para tratar sintomas leves de forma temporária. A melhor forma de diminuir e (em alguns casos) até mesmo eliminar os sintomas alérgicos de vez é a dessensibilização com vacinas. Nesse tratamento, são injetadas doses da substância que causa alergia, de forma crescente. Assim, o sistema imunológico do paciente se fortalece e deixa de “atacar” o alérgeno quando ingerido.

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Por Dra. Ana Carolina Barreto Ferreira: Médica graduada pela Universidade do Sul de Santa Catarina, pós – graduada em Alergia e Imunologia  e pós – graduada em Dermatologia pela Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro. É membro efetivo da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), membro da European Academy of Dermatology and Venereology (EADV), membro titular do Colégio Íbero-Latino-Americano de Dermatologia (CILAD) e membro da Sociedade Brasileira de Laser em Medicina e Cirurgia (SBLMC ).

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