Jejum Intermitente, Nutrição Funcional e Dieta Genética: Dr. Fábio Bicalho explica as três práticas para perda de peso com saúde

Uma das condutas que sempre indiquei aos meus pacientes que almejam emagrecer é a de realizar as refeições em intervalos de 2 a 3 horas, pois vimos que sempre trouxe uma série de vantagens, dependendo de cada caso. Contudo, estudos recentes comprovaram que o Jejum Intermitente, realizado em indivíduos que possuem dificuldade em perder peso, tem conquistado resultados satisfatórios e até muito bons. Então, uma indicação que tenho realizado em consultório é aliar as duas práticas – nutrição funcional e jejum – com a Dieta Genética. Juntos, os três trazem excelentes efeitos quando o assunto é emagrecer com saúde. Vamos a elas?

  1. Nutrição Funcional (Intervalos)

A conduta consiste em realizar as refeições em um intervalo de 2 a 3 horas, totalizando de 5 a 6 refeições por dia. Isso resulta em efeitos metabólicos positivos como maior saciedade, redução de episódios compulsivos, maior disponibilidade de nutrientes, níveis sanguíneos constantes de compostos bioativos, melhor regulação glicêmica, redução do cortisol sanguíneo. Essa é a prática básica dentro da nutrição funcional.

  1. Jejum Intermitente

O protocolo de jejum intermitente se refere à prática do jejum em dias alternados ou em período específico, que pode variar de 10 a 21 horas de restrição alimentar total, enquanto o jejum periódico se refere à restrição severa por dois dias ou mais, a cada duas semanas, mensalmente ou em outro intervalo. Indicado para pacientes com dificuldade em perder peso, a prática observa o passado para garantir uma nova forma de programa alimentar. Isso porque o jejum era o padrão alimentar de muitos mamíferos, caracterizado pelo consumo energético intermitente. Do ponto de vista evolutivo, a capacidade de resistir a períodos de escassez de alimento e ao jejum prolongado, ou seja, ao jejum intermitente, foi determinante para a sobrevivência da nossa espécie.

  1. Dieta Genética

Através do exame genético, é possível analisar as predisposições genéticas a intolerâncias (como ao glúten ou à lactose), alergias, sensibilidades, e até a suscetibilidade ao acúmulo de gordura visceral e à síndrome metabólica, entre outros fatores que podem influenciar a digestão, metabolismo e absorção de nutrientes por cada indivíduo. Assim, é possível criar uma dieta identificando os nutrientes mais importantes e os que devem ser evitados por cada pessoa. Unir a nutrição funcional à nutrigenética é não somente inovador, como um excelente caminho para obter melhores condutas para quem deseja emagrecer com saúde. Já após o primeiro mês o paciente percebe ganhar mais disposição, energia, melhora do trânsito intestinal e diminuição da retenção de líquidos. O organismo “trabalha” melhor, trazendo bons resultados não só na perda ou manutenção de um peso saudável, como na pele, cabelos e unhas.

A união

Unindo as três práticas, conseguimos ter três instrumentos excelentes: o jejum intermitente aliado à Dieta do DNA e ainda utilizar um intervalo de 2 a 3 horas entre as refeições. Utilizamos, em média, dois dias da semana com jejum intermitente, onde aplicamos logo no primeiro momento, uma refeição sem carboidrato, tentando consumir mais lipídeos e proteínas, ajustando uma redução calórica de 20 a 30%. Para chegar a um planejamento alimentar personalizado, compreendendo as três condutas, primeiro realizamos uma série de exames como a avaliação com Bioimpedância tetrapolar (ferramenta que mostra as marcações da massa de gordura, massa muscular, percentual de água e massa óssea); prescrição de alimentos funcionais (proporcionam um benefício físico adicional, além de satisfazer as necessidades básicas do organismo) e a realização de uma anamnese, onde é possível identificar algumas necessidades ou sensibilidades.

Além deles, realizamos ainda o exame de DNA, onde coletamos o material genético da mucosa bucal, que pode dizer o quanto o indivíduo está geneticamente exposto a danos causados pelos radicais livres e quais e quantos antioxidantes são necessários para combater o estresse oxidativo, adiando os sinais típicos do envelhecimento.

Então, temos três instrumentos excelentes: jejum intermitente, dieta do DNA e a nutrição funcional com a prática de realizar um intervalo de 2 a 3 horas entre as refeições. A união desse trio de fatores permite que tenhamos resultados mais eficazes de perda de peso, de medidas e de circunferência da cintura, além do aumento da expectativa de vida e longevidade, reduzindo a quantidade calórica. Precisamos cuidar da saúde, além de pensar apenas em emagrecer, pois o estilo de vida das pessoas está extremamente sedentário, contribuindo por sinal doenças como obesidade, diabetes e aumento até de mortalidade. Faça uma avaliação e veja os resultados que você pode ter.

 

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Por Dr. Fábio Bicalho: Nutricionista Clínico e Funcional, formado pela UNESA/RJ, Pós-Graduado em Nutrição Funcional pela UNICSUL/SP. É Supervisor em Segurança de Alimentos pelo Instituto de Hospitalidade, no Rio de Janeiro, além de membro do Instituto Brasileiro de Nutrição Funcional e Consultor em Nutrição Corporativa.

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