O uso de pílula anticoncepcional pode levar à trombose? Dra. Aparecida Monteiro responde

Quando a pílula anticoncepcional surgiu houve muitos motivos para a mulher comemorar. Além de evitar a gravidez indesejada, o uso do medicamento diminuiu as chances do desenvolvimento de determinadas doenças, como câncer de ovário, endométrio e cólon. Tem o benefício de reduzir a cólica menstrual, a tensão pré-menstrual e o sangramento menstrual. Ou seja, um alívio. Porém, apesar dos benefícios existem alguns efeitos não desejados associados, como o aumento do risco de trombose venosa.

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Para entender a relação entre o uso da pílula anticoncepcional e a trombose, primeiro é preciso explicar o que é este distúrbio. Quando sofremos um corte, as plaquetas convergem para o local do ferimento e formam um trombo (coágulos) que bloqueiam o sangramento. Isso graças ao nosso sistema de coagulação. Depois de um tempo, esse trombo se dissolve, e a circulação sanguínea volta ao normal. Porém, a trombose ocorre quando os trombos (coágulos) caminham para um lugar onde não houve sangramento, por exemplo, para as regiões inferiores como panturrilha, coxas e, ocasionalmente, nos membros superiores. Alguns dos sinais e sintomas são a sensação de pernas pesadas, doloridas, inchadas e com manchas avermelhadas ou arroxeadas. Atenção também deve ser dada quando existe cansaço e falta de ar.

Onde a pílula entra nessa história? É porque os anticoncepcionais trazem em sua formulação hormônios, como o estrógeno e a progesterona. O estrógeno utilizado ou, a combinação desse com a progesterona, pode afetar a coagulação sanguínea, determinando um estado de hipercoagulabilidade, problema ocasionado pelo aumento dos agentes coagulantes do sangue. Um relatório do CPMP/Ema, órgão regulador do setor farmacêutico na Europa, diz que a cada cem mil mulheres que desenvolvem trombose, de cinco a dez não tomam pílula e de 20 a 40 tomam o medicamento.

Contudo, vale frisar que o tromboembolismo venoso pode ocorrer por um conjunto de fatores e não só o uso de anticoncepcionais isoladamente, é preciso ficar atento ao histórico familiar de trombose, obesidade, tabagismo, entre outros. Portanto, é importante tomar a medicação seguindo os critérios médicos pois ele saberá indicar o mais adequado para você!

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Dra-Aparecida-Monteiro-ginecologia-e-obstetrícia-tijuca-ipanema_assinaturaPor Dra. Aparecida Monteiro: médica especialista em ginecologia e obstetrícia. Formada pela UFF (Universidade Federal Fluminense), possui Mestrado em Saúde Materno-Infantil pela FIOCRUZ/IFF; Qualificação em DST pela SBDST; Pós-graduação em Vídeo-Histeroscopia; e Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela FEBRASGO. Atende em dois consultórios nos bairros de Ipanema e Tijuca.

Onde encontrá-la!

Clínica Previne Mulher: Ipanema – Rua Visconde de Pirajá, 414/sala 605

Tels.: (21) 3813-1848 e 7867-1816

Consultório: Tijuca – Rua Desembargador Isidro, 18/ sala 602

Tels.: (21) 3145-7773 e 4108-8947

 

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