Obesidade feminina: Dra. Flávia Libonati, endocrinologista, alerta para o problema

A Obesidade feminina é um dos assuntos que mais a comunidade médica tem chamado a atenção – e existem vários motivos para essa preocupação. A saúde geral da mulher é comprometida pela obesidade, uma vez que junto com ela, encontramos um quadro de resistência à insulina resultando em hiperandrogenismo (quadro clínico de severidade variável, incluindo puberdade precoce, hirsutismo, acne, seborréia, alopécia, síndrome metabólica, disfunção psicológica e virilização) e anormalidades no ciclo menstrual. Essas anormalidades  podem se manifestar de inúmeras formas, podendo inclusive cursar com disfunção ovulatória com infertilidade durante a vida reprodutiva. Essas alterações hormonais que ocorrem no quadro da obesidade afetam as meninas, fazendo com que elas entrem na puberdade de forma mais precoce.

A obesidade também traz inúmeras consequências durante a gestação, podendo aumentar a morbimortalidade materna e fetal, uma vez que o risco de desenvolver complicações relacionadas como, por exemplo, diabetes gestacional, pré-eclâmpsia, hipertensão é maior. Uma outra consequência da obesidade na saúde da mulher, é o maior risco de desenvolver alguns tipos de câncer, como por exemplo, o câncer de mama e outras neoplasias ginecológicas (endometrial, ovariana e cervical).

Obesidade na mulher - dra. flávia libonati - endocrinologista

É preciso ter atenção aos casos de obesidade na mulher, pois como supracitado, a doença pode causar inúmeros problemas de saúde. E os números que evidenciam isso são alarmantes. Recentemente, o Ministério da Saúde divulgou uma pesquisa revelando que quase metade da população brasileira está acima do peso. Segundo esse estudo, 42,7% da população estava acima do peso no ano de 2006. Em 2011, esse número já passou para 48,5%. O levantamento é da Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), e os dados foram coletados em 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal. Já entre as mulheres, 25,4% apresentam sobrepeso entre 18 e 24 anos; 39,9% entre 25 e 34 anos; e, entre 45 e 54 anos, o valor mais que dobra, se comparando com a juventude, passando para 55,9%. Segundo esses dados, a ala feminina tem sido a mais atingida. Isso porque, naturalmente a mulher já possui uma porcentagem de gordura corporal maior que a dos homens. Mas, além disso, fatores como a menopausa, distúrbios hormonais e até a síndrome de ovários policísticos podem desencadear obesidade.

Outro problema que a mulher precisa prestar atenção é com relação às doenças cardiovasculares. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, a cada dez mortes por infarto no Brasil, seis são do sexo feminino. Isso se deve, na maioria das vezes, pela falta de acompanhamento médico, uma vez que cada vez mais as mulheres acumulam inúmeras funções – trabalhar fora, e ainda cuidar da casa e da família, ficando expostas a um maior estresse. Esse comportamento favorece aos hábitos de vida menos saudáveis, como sedentarismo, e uma alimentação errada, contribuindo para o aumento do número de casos de sobrepeso/ obesidade nas mulheres. Se, além disso, a mulher for tabagista e /ou usar pílula anticoncepcional, esse risco cardiovascular pode triplicar. No sexo feminino, ainda temos que lembrar que com a chegada da menopausa, a incidência de doenças do coração aumenta, devido a alteração hormonal típica dessa fase.

Como tratar a obesidade?

A nutrologia pode auxiliar no combate a obesidade ao permitir a elaboração de uma dieta individualizada. A medicina ortomolecular assim como a homeopatia entram, na verdade, como terapias adjuvantes, onde podemos lançar mão de algumas medicações para controlar a ansiedade, a compulsão alimentar e todo o quadro emocional que está por trás da obesidade.

 

Dicas para controlar  o peso:

  1. Evite doces em geral;
  2. Fazer atividade física com frequência;
  3. Fracionar as refeições em 5 ou 6 vezes por dia, procurando estabelecer sempre os mesmos horários para cada refeição;
  4. Aumentar a ingestão de alimentos com fibras, que estão presentes nos legumes, verduras e frutas;
  5. Evitar o consumo rotineiro de alimentos com muito açúcar como os doces, sorvetes, tortas, pudins e refrigerantes;
  6. Muitos alimentos industrializados devem ser evitados por possuírem alto teor de sal e gorduras saturadas, como é o caso dos embutidos (salame, linguiça, salsicha, presunto, mortadela, etc);
  7. Se for consumir carnes, evitar as gordurosas e preferir as assadas, cozidas ou grelhadas. O consumo de peixe deve ser feito com a frequência de 2 vezes por semana;
  8. Beber bastante água, pelo menos 2 litros por dia.

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Dra Flavia LibonatiPor Dra. Flávia Libonati: Formada na Universidade Gama Filho, possui especializações em endocrinologia e metabologia, nutrologia, ortomolecular e homeopatia.

Onde encontrá-la!
Av. das Américas, 1155/506 – Barra da Tijuca – Rio de Janeiro/RJ
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